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Prefeitura realiza ações preventivas contra enchentes durante o ano inteiro


foto Claudio Dilmeira

A primeira reunião do Grupo Executivo de Áreas de Risco (Gear) para a temporada de 2014/2015 foi realizada na segunda-feira, dia 13, na sede da Prefeitura de Belo Horizonte. O encontro marcou o início do ciclo de encontros semanais que serão realizados até março do ano que vem. As ações do Gear têm foco na prevenção de riscos e colaboram para que os órgãos envolvidos estejam preparados para agir em situações de emergência.

A Prefeitura, no entanto, desenvolve ações permanentes de prevenção às enchentes e proteção da população contra os riscos de desastres durante todo o ano. O esforço da PBH envolve todos os órgãos da administração municipal, cada qual com sua vocação, desde a limpeza de bocas de lobo e fundos de vales de córregos até a contenção de encostas e obras mais complexas, como as bacias de detenção. Conheça abaixo e nas próximas duas páginas algumas dessas iniciativas que tornam Belo Horizonte uma cidade cada vez mais segura.

Premiada pela ONU

As estratégias adotadas pela PBH valeram o reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), que, no ano passado, concedeu à capital o Sasakawa, principal prêmio global para ações de redução do risco de desastres. As ações preventivas têm foco na mitigação dos riscos e estão alinhadas com as recomendações do Marco de Ação de Hyogo, principal instrumento adotado por países membros da ONU.

Vistorias

As ações preventivas em áreas de risco, desenvolvidas pela Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), são contínuas e ocorrem durante todo o ano. De janeiro a setembro, por exemplo, foram feitas 1.362 vistorias em moradias de vilas e favelas.

Obras de Manutenção

Durante os meses da estiagem, a Urbel intensifica a realização de obras de pequeno e médio porte para corrigir ou eliminar situações de risco. Do início do ano até setembro, foram concluídas 127 obras para erradicar o risco, como muros de contenção, tratamento de encosta e lajes impermeabilizantes.

Pear

Desde a criação do Programa Estrutural em Área de Risco (Pear), há 20 anos, o número de edificações em situação de risco alto e muito alto nas vilas e favelas foi reduzido em 80%. Em 1994, eram 14.349 e hoje são 2.219. O Pear atua diretamente nas áreas de risco geológico das vilas e favelas com a participação da comunidade. A Urbel doa o material de construção e fornece assistência técnica. O morador é responsável pela mão de obra. Neste ano, foram realizadas 50 obras do Pear.

Nudec

Os Núcleos de Defesa Civil (Nudec), formados por voluntários moradores das vilas, são capacitados por técnicos da Urbel para identificar situações de risco e agir em emergências. Os integrantes participam da indicação de obras corretivas e colaboram com os técnicos sociais no trabalho de convencer famílias a sair das moradias em situação de risco. Hoje, existem 49 Nudec cadastrados na Urbel, abrangendo 54 vilas e com cerca de 400 voluntários.

NAC

Formado por comissões de moradores e pessoas que residem ou trabalham em áreas com risco de inundação, os Núcleos de Alerta de Chuvas (NAC) são coordenados pela Sudecap e foram implantados em 2009. O objetivo é monitorar e orientar famílias que se encontram nestas áreas em caso de chuvas fortes. Este trabalho tem evitado acidentes, pois as áreas mais críticas são monitoradas durante todo o ano e são detectadas com antecedência necessidades pontuais como limpeza de córregos, retirada de lixos e execução de pequenas obras. Atualmente a capital conta com 43 núcleos, que mobilizam mais de 400 voluntários.

Ações da SLU


foto SLU

O trabalho de limpeza de bocas de lobo e de córregos é fundamental para evitar enchentes. A SLU mapeou 5.675 bocas de lobo em pontos de atenção, que recebem cuidados especiais, tendo em vista o histórico de alagamento. Para evitar que resíduos prejudiquem o escoamento da água da chuva, os córregos são limpos periodicamente e têm as margens capinadas pelo menos duas vezes por ano.

Total de resíduos retirados das bocas de lobo, por ano (em toneladas):
2009: 2.676,56
2010: 3.966,92
2011: 4.910,98
2012: 4.400,00
2013: 4.936,03
2014: 5.116,94 (previsão)

Número da limpeza dos córregos em 2014 (até setembro)

Área beneficiada: 1.772.874,01 metros quadrados
Entulho retirado: 1.538 metros cúbicos
Lixo retirado: 1.834,20 metros cúbicos
Mato retirado: 6.203,20 metros cúbicos

Deposições clandestinas

A Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização (Smafis) identifica e autua os responsáveis por deposições clandestinas. Na impossibilidade de identificação do infrator, a SLU realiza a limpeza. Em casos crônicos, são desencadeadas ações de conscientização pelas equipes de mobilização e instalados Pontos Limpos.

Defesa Civil

A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) é o órgão da PBH que tem a missão de coordenar todas essas atividades e ser o elo entre a população e a administração municipal. Por meio do telefone 199, a população pode comunicar, durante 24 horas por dia, nos sete dias na semana, as ocorrências de enchentes, inundações, deslizamentos e também solicitar vistorias em ruas, terrenos, casas, prédios e outras edificações. Os técnicos da Comdec realizam as vistorias e tomam, conforme cada caso, providências como o encaminhamento para abrigos e a assistência material por meio da distribuição de cestas básicas, colchões, cobertores e outros materiais. A Comdec tem, ainda, contas no Facebook (defesacivildebh) e no Twitter (@defesacivilbh), para informar sobre riscos de chuvas, ventanias e outras intempéries.


foto Urbel

Investimentos da PBH

A PBH, no decorrer dos últimos cinco anos, investiu mais de R$ 500 milhões em obras (já concluídas) de combate a enchentes. Atualmente, cerca de R$ 500 milhões estão sendo investidos em obras em execução nos córregos Bonsucesso, da Serra, Santa Terezinha, São Francisco (Aeroporto da Pampulha) e na Bacia do Córrego do Leitão (Avenida Prudente de Morais). Além disso, R$ 1 bilhão já está garantido para a execução de novas intervenções a serem realizadas nos próximos anos. Com esse montante, serão executadas medidas de redução de risco do Córrego Cachoeirinha e nos ribeirões Pampulha e Onça. Um dos efeitos práticos da operação será a diminuição dos transtornos causados pelas chuvas na Avenida Cristiano Machado.

Também na região da Pampulha, no córrego Ressaca, serão feitas a substituição de duas pontes e a ampliação do canal numa extensão de cerca de 440 metros, além de melhorias nas confluências dos córregos Flor D’Água, São José e do córrego da Rua Andorra, no bairro Bandeirantes.

No Córrego dos Pintos, na região Oeste, serão feitas a micro e macrodrenagem, e a implantação de canal paralelo à Avenida Francisco Sá, a jusante da Avenida Amazonas até o Ribeirão Arrudas.

Obras de prevenção de enchentes

Obras concluídas entre 2009 e 2014
Nome Valor
Córrego Ressaca
• Alteração da seção e da geometria do canal do córrego, entre a Rua Florença e a Lagoa da Pampulha, com o alteamento da ponte existente no trecho.
R$ 34,42 milhões
Córregos Jatobá/Olaria – Barreiro (1ªetapa)
•Tratamento de fundo de vale, construção de bacias de detenção de cheias; remoção e reassentamento de famílias e tratamento urbanístico de áreas remanescentes.
R$ 68,4 milhões
Tratamento de fundo de vale da Rua Luiz Souza Lima – Barreiro
• Remoções: 10
 R$ 1,4 milhão
Ruas do Bairro Urucuia – Barreiro  R$ 3 milhões
Reconstrução Rede de Drenagem na Via do Minério – Barreiro
• A obra priorizou a preservação em leito natural do córrego Bonsucesso, com revestimentos para estabilização de margens e obras de macrodrenagem. A bacia contribuiu para a prevenção de enchentes na Avenida Tereza Cristina.
 R$ 802,8 mil
Vila Viva Aglomerado da Serra – Centro-Sul  R$ 230,4 milhões
Avenida Nossa Senhora do Carmo – Centro-Sul
• Recuperação de Rede de Drenagem
 R$ 545,1 mil
Rua Henrique Sales – Centro-Sul
• Estabilização de encosta
 R$ 502,7 mil
Rua Anita Garibaldi
• Estabilização de encosta
 R$ 1,2 milhão
Urbanização da Avenida Belém
• Remoções: 156
 R$ 19,7 milhões
Drenagem da Avenida Silviano Brandão  R$ 1,2 milhão
Parque Primeiro de Maio – Norte
• Remoções: 16
 R$ 5,8 milhões
Parque Nossa Senhora da Piedade -Norte
• Remoções: 160
 R$ 23,6 milhões
Recuperação de ponte e construção de parede de galeria no Ribeirão de Abreu – Norte  R$ 4,7 milhões
Recuperação Ponte Xodó-Marize – Norte  R$ 234,1 mil
Implantação Drenagem Rua Itabira – Norte  R$ 484,1 mil
Rua Ituiutaba – Oeste  R$ 2,3 milhões
Recuperação do Fundo do Arrudas (Obra Executada Pela Copasa)  R$ 67.988.990,48 (Contrapartida da PBH de R$ 28 milhões)
Rua Tocantins – Noroeste  R$ 5,3 milhões
Rua Rita Ferreira e Av. Antônio Henrique Alves – Noroeste
• Recuperação de Rede de Drenagem
 R$ 646,5 mil
Bacia do Córrego Engenho Nogueira – Pampulha  R$ 28,4 milhões
Recuperação Canal do Córrego Ressaca na Av. Heráclito Mourão de Miranda – Pampulha  R$ 506,1 mil
Recuperação de contenção e muro divisório da Fundação Zoo-Botânica – Pampulha  R$ 438 mil
Complexo da Avenida Várzea da Palma e Vila do Índio
• Remoções: 36
 R$ 12,2 milhões
Parque Baleares – Venda Nova
• Remoções: 87
 R$ 7,8 milhões


Obras em andamento

Nome
Conclusão (previsão) Valor
Córrego da Serra – Centro Sul• Ampliação do canal no trecho à jusante da Rua Dona Cecília até a Rua Cícero Pereira com Edgar Coelho, na Serra. Segundo semestre de 2014 Total aproximado:
R$ 5,05 milhões
Complexo da Avenida Várzea da Palma e Vila do Índio – Venda Nova• Implantação de 2 bacias de detenção para controle de cheias, tratamento de fundo de vale do córrego, implantação de sistema viário e de esgotamento sanitário, drenagem e implantação de unidades habitacionais. Está em execução a urbanização e o tratamento de fundo de vale de afluentes, urbanização da Vila Apolônia e construção de unidades habitacionais. Primeiro semestre de 2015 Total aproximado:
R$ 238,2 milhões
Bacia do Córrego Santa Terezinha, Taquaril – Leste• Tratamento de fundo de vale, implantação de sistema viário, de esgotamento sanitário, de áreas de uso social e de 16 unidades habitacionais. Está sendo feito a complementação da infraestrutura e da urbanização. Primeiro semestre de 2015 Total aproximado:
R$ 19,55 milhões
Córrego São Francisco (Av. Assis das Chagas – Aeroporto Pampulha/Antônio Carlos)• Implantação de bacia de detenção, de sistemas de macro e microdrenagem, de estruturas hidráulicas de controle e de contenção, de vias e interligação do sistema viário, desapropriação de lotes e benfeitorias e remoção de famílias e criação de áreas de convívio social. Segundo semestre de 2015 Total aproximado:
R$ 20 milhões
Córrego Leitão (Av. Prudente de Morais)• Já foi feito o desassoreamento da Barragem Santa Lúcia. Está em execução a implantação de galeria paralela à existente na Avenida Prudente de Morais, no trecho entre as ruas Barão de Macaúbas e Bárbara Heliodora.  Primeiro semestre de 2017  Total aproximado:
R$ 50 milhões
Complemento Bonsucesso – Barreiro• Implantação de interceptores e redes coletoras de esgoto, do sistema viário da Rua Marselhesa e de áreas de uso social, tratamento de fundo de vale, complementação de redes de microdrenagem, desapropriação de lotes e benfeitorias e remoção de famílias. Está em execução o tratamento de córrego de fundo de vale.  Segundo semestre de 2016  Etapa 1 – R$ 31,48 milhões (PAC2). Etapa 2 –
R$ 39,64 milhões (PAC 2)
Total aproximado:
R$ 71,12 milhões
Córrego Túnel / Camarões – Barreiro• Implantação das barragens B1 e B2 e suas áreas de reserva, canalização do córrego Camarões no trecho à jusante da barragem B2 até a Rua Fabiano Taylor; alças de acesso e sistema viário nas avenidas Nélio Cerqueira e Dr. Antônio Eustáquio Piazza, tratamento de áreas remanescentes, implantação de ciclovia, de paisagismo e parque linear ao longo do córrego e remanejamento de interceptores de esgotamento sanitário.  Segundo semestre de 2016  Total aproximado:
R$ 63,15 milhões (PAC 2)

Obras em projeto

Nome Início Valor
Córrego do Nado – Venda Nova (sub-bacias dos Córregos Lareira e Marimbondo)
• Implantação de bacia de detenção, tratamento de fundo de vale, implantação de interceptores, redes coletoras de esgoto e de áreas de uso social, complementação do sistema viário, desapropriação de lotes e benfeitorias e remoção de famílias.
Segundo semestre de 2014 R$ 52,85 milhões (PAC 2)
Complemento dos Córregos Jatobá/Olaria – Barreiro• Tratamento de fundo de vale, construção de bacias de detenção de cheias, remoção e reassentamento de famílias, desapropriação de áreas e imóveis particulares e tratamento urbanístico de áreas remanescentes. Segundo semestre de 2014 R$ 29,29 milhões
Cachoeirinha, Pampulha, Onça (Cristiano Machado e Bernardo Vasconcelos)• Ampliação das seções dos canais e na adequação das declividades do Córrego Cachoeirinha e dos ribeirões Pampulha e Onça, retirada de cerca de 1.300 famílias e implantação de parque linear.  Primeiro semestre de 2015  R$ 442,3 milhões
Córrego dos Pintos (Francisco Sá)• Ampliação e complementação das redes de micro e macrodrenagem existentes.  Segundo semestre de 2015  R$ 15,22 milhões
Bacia do Calafate / Bairro das Indústrias• Implantação de um reservatório de controle de cheias e uma bacia de detenção.  No Calafate, no primeiro semestre de 2015. No Bairro das Indústrias, no segundo semestre de 2015  R$ 317 milhões (Calafate) e R$ 40,3 milhões (Bairro das Indústrias)
Córrego Ressaca – complemento (Av. Heráclito Mourão de Miranda – Av. Prof. Clovis Salgado)• Ampliação da calha do canal, substituição de pontes e melhoria na confluência dos córregos afluentes.  Segundo semestre de 2014  R$ 36,4 milhões

Elaboração de Projetos Executivos com recursos aprovados no PAC 2

• Córrego Embira / Biquinhas (Vila Biquinhas/Norte) – Valor: R$ 1,6 milhão.
• Córrego Fazenda Velha – (Jd. Felicidade/Norte) – Valor: R$ 1,48 milhão.
• Córregos Brejo Quaresma e Joaquim Pereira (final da Vilarinho/ Venda Nova) Valor: R$ 1,78 milhão.
• Córrego Barreiro – (Av. Olinto Meireles/Barreiro) Valor: R$ 1,86 milhão.
• Córrego Cercadinho- (Úrsula Paulino. Bairro Palmeiras / Oeste) Valor: R$ 1,79 milhão.

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Moradores reclamam de falta d’água em Belo Horizonte e região

Projeto Manuelzão alerta para queda na vazão de Sistema Rio das Velhas.

Copasa nega racionamento e diz que não há risco de desabastecimento.

Moradores da Grande BH enfrentam problemas de abastecimento de água (Foto: Reprodução/TV Globo)Moradores da Grande BH enfrentam problemas de
abastecimento de água
(Foto: Reprodução/TV Globo)

Moradores de Belo Horizonte e Região ouvidos pelo G1 nesta quinta-feira (16) sofrem com a falta d’água em suas casas. Alberto Eustáquio de Souza, que vive no bairro Dom Bosco, na Região Noroeste da capital, disse que o problema é frequente. “Como tem acontecido todos os dias, o fornecimento de água é interrompido por volta das 14h e é restabelecido na madrugada. Fiz uma ligação para a Copasa para saber a razão do problema e a resposta que tive foi que, no sistema, o abastecimento é normal na região. Porém, as torneiras da região continuam secas”, reclama

Em Sabará, na Região Metropolitana, a moradora Virgínia Martins Leandro está sem água desde o dia 3 de outubro. “A Copasa não fala nada com nada com a gente. Eu estou com nove protocolos, liguei para a ouvidoria. A condição nossa está precária”, se desespera.

“A gente comprou prato descartável, copo descartável para não ter que lavar. A gente precisa de socorro”, completa Virgínia.

Em nota, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) afirmou que das 631 das cidades atendidas pela companhia, apenas Pará de Minas, na Região Central do estado, enfrenta rodízio no abastecimento. A empresa informa que não há risco de desabastecimento nas capital e nas cidades que atende na Região Metropolitana.

Alerta

O sistema Rio das Velhas, localizado no distrito de Bela Fama, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está em situação crítica. A afirmação é do coordenador do Projeto Manuelzão da UFMG, Marcus Vinícius Polignano. “Atualmente a vazão está entre 8 e 9 m³ por segundo. O ideal, em tempos de estiagem, é que este índice fique entre 12 e 14 m³ por segundo. Se a vazão cair para 6 m³ por segundo, há risco de faltar água em Belo Horizonte”, alerta o pesquisador.

O reservatório é responsável pelo fornecimento de água tratada para 43% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte, segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Além da capital, o sistema abastece Nova Lima, Raposos, Sabará e Santa Luzia.

De acordo com Polignano, vários bairros de Belo Horizonte já apresentam problemas. “As áreas mais altas são as mais prejudicadas porque a água chega com baixa pressão. A gente tem relatos de locais que a água chega a sumir das torneiras por alguns momentos”, conta.

“O tempo da abundância acabou. E isso é pra sempre. Nós temos que fazer a nossa parte. A atitude tem que ser proativa. É preciso que as pessoas se conscientizem e passem a economizar imediatamente “, defende Polignano.

A Copasa começou nesta quinta-feira (16) uma campanha de conscientização no rádio e na televisão para que a população evite o desperdício. A propaganda informa que “para evitar o racionamento, você também pode contribuir com pequenas atitudes como reduzir o tempo do banho, fechar a torneira enquanto escova os dentes, lavar o carro só com balde, usar a máquina de lavar roupa sempre cheia”. No final, o narrador ainda diz “água: se não economizar, vai faltar”.

Mas mesmo com o alerta, a Copasa nega que haja risco de racionamento. Ela informou que aumentou a capacidade de sua produção média de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte em 5%. Hoje, a companhia está trabalhando com sua capacidade máxima de produção de cerca de 1,3 bilhão de litros por dia.

Ainda segundo a Copasa, o sistema Paraopeba está operando com 30% a menos da capacidade prevista para este período do ano nos seus reservatórios do Rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores. Já o sistema Rio das Velhas está com 50% a menos da vazão normal para o período, em decorrência da falta de chuvas.

Seca
De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec), 159 municípios decretaram situação de emergência no estado desde o início do ano. Destes, 123 tiverem a situação de emergência reconhecida e homologada pelo Governo Federal, 12 casos ainda estão em análise e 24 foram arquivados.

Destes municípios que decretaram situação de emergência, 32 registraram presença de seca na cidade. Segundo o Ministério da Integração Nacional, é considerado seca “ausência prolongada, deficiência acentuada ou fraca destruição de precipitação [chuva]. Período de tempo seco, suficientemente prolongado, para que a falta de precipitação provoque grave desequilíbrio hidrológico”. Os outros municípios registraram estiagem, que se caracteriza por “período prolongado de baixa pluviosidade ou sua ausência, em que a perda de umidade do solo é superior à sua reposição.

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Exposição apresenta caricaturas de Monstros do Rock

Mick Jagger, Paul McCartney e Robert Plant são alguns dos músicos cujas caricaturas estão em cartaz na exposição “Monstros do Rock”, no Centro Cultural Venda Nova (CCVN). A atração reúne 18 desenhos de grandes personalidades do rock mundial e nacional, produzidas pelo doutor em artes visuais Paulo Barbosa. Foram retratados vocalistas como Bono Vox, Ozzy Osbourne, Lobão e bandas como Skank, Beatles, Rolling Stones e Led Zeppelin. A exposição está em cartaz até o dia 1º de novembro, no CCVN, espaço da Fundação Municipal de Cultura. A visita é gratuita e acontece de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h.

A ideia de retratar figuras do universo do rock’n’roll era um projeto antigo de Paulo que cresceu ouvindo o ritmo. Segundo o ilustrador, a exposição consiste em uma associação rica entre duas manifestações com grandes afinidades entre si. “A exemplo do desenho de humor, o rock tem uma linguagem contundente, urgente e visceral, daí o seu potencial transformador. Ao mesmo tempo em que faz uma homenagem a esses modernos cronistas do caos, a caricatura também salienta seus exageros, loucuras e excessos”, conclui.

Paulo Barbosa é doutor em artes visuais pela EBA-UFMG e atualmente leciona a disciplina “A História do Cinema” em cursos de pós-graduação da UNI-BH. Autor de obras como “Frangus et Circenses” e “Ronda Noturna”, ele tem diversas participações em publicações independentes, como a revista “Legenda e Graffiti 76% Quadrinhos”, além de ter vencido diversos salões de humor no Brasil e no exterior.

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Nova unidade garante acolhimento para bebês e crianças na capital

A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social – SMAAS -, em parceira com a entidade Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais – ADRA Brasil – inaugurou em setembro a Casa Esperança II, unidade de acolhimento institucional para bebês e crianças de até 6 anos de idade, que fica na região da Pampulha. A casa tem capacidade para 15 vagas e já recebe 11 crianças que contam com os cuidados de 14 profissionais especializados para a execução desse serviço.

O funcionamento é semelhante ao de um lar convencional, onde as crianças recebem proteção integral, incluindo alimentação, vestuário e cuidados de higiene, entre outros, e têm seus direitos à saúde, educação e lazer garantidos. De acordo com a coordenadora da unidade, Fátima Santos, os pais e responsáveis também recebem acompanhamento de assistentes sociais e psicólogos, que visam contribuir para um possível retorno das crianças ao seio familiar. “O objetivo do trabalho é proporcionar um desenvolvimento saudável e afetuoso a essas crianças enquanto estão conosco e auxiliar também as famílias, para que se estruturem melhor e possam receber seus filhos de volta”, explica.

A casa representa a terceira parceria entre a Smaas e a Adra, que mantém atualmente outras duas unidades de acolhimento para adolescentes do sexo feminino. O diretor regional da Adra em Minas Gerais, Noedson Dorneles, ressalta que o convênio com a Prefeitura vai além da política de assistência social, implicando, por exemplo, no fornecimento de gêneros alimentícios pela Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e possibilitando um atendimento mais adequando ao público. “O diferencial da Prefeitura de Belo Horizonte é que além de nos repassar os meios financeiros para executar o serviço, ela também nos fornece os alimentos, nos dando oportunidade de investir em outras áreas, como o acompanhamento pedagógico e psicológico, a promoção do desenvolvimento mental, social e físico dessas crianças, preparando-as para uma futura inserção nas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis) e demais instituições da rede de ensino”, pontua.

O repasse às entidades que atendem crianças de zero a 6 anos acaba de ser reajustado, passando de R$ 1.800 per capta para R$ 2.470,28, investimento que, para o secretário municipal adjunto de Assistência Social, Marcelo Mourão, deverá proporcionar ao público um melhor atendimento. Mourão defendeu ser fundamental firmar parcerias exitosas e dar condições para que as organizações realizem o trabalho com eficiência. “A assistência social tem a função de corrigir injustiças, por isso é muito importante contarmos com parceiros com sensibilidade, cujo trabalho vai além da burocracia e que compartilhem conosco a filosofia de respeito às diversidades e demais valores que são significativos não só para os bebês e adolescentes acolhidos, como para suas famílias”, disse.

Apesar de a retirada da criança da casa da família ser a última opção entre as medidas protetivas aplicadas pelos órgãos de garantia de direitos desse público, sobretudo os conselhos tutelares e a Vara da Infância e Juventude, o acolhimento institucional ainda é necessário em casos em que crianças e adolescentes precisam ser afastadas do convívio familiar. Atualmente, a Prefeitura tem capacidade para atender 632 crianças e adolescentes em 45 unidades de acolhimento conveniadas. Além dessas, outras oito entidades também promovem o serviço na capital.

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