Itaipu rompe barreira inédita dos 100 milhões de MWh

jan - 10 2017 | no comments | By

Com informações da Agência Brasil

Itaipu rompe barreira inédita dos 100 milhões de MWh

A usina deverá fechar 2016 com produção acima dos 102 GWh.[Imagem: Caio Coronel/Itaipu]

Maior hidrelétrica do mundo

A Usina de Itaipu é a primeira hidrelétrica do mundo a gerar 100 milhões de megawatts-hora (MWh), segundo a empresa brasileiro-paraguaia. A marca foi alcançada nessa terça-feira (20), às 23h16.

O volume de energia gerada de janeiro até agora é 33% superior ao previsto no Tratado de Itaipu, que estabeleceu como 75 milhões de MWh anuais como meta de produção.

Os 100 milhões de MWh produzidos pela Usina de Itaipu seriam suficientes para atender ao mercado brasileiro de eletricidade por um período de dois meses e 16 dias, e o paraguaio durante sete anos e 17 dias.

No sábado (17), Itaipu já havia quebrado o recorde mundial de geração de energia elétrica ao ultrapassar os 98,8 milhões de MWh produzidos pela Usina Três Gargantas, na China, em 2014.

Com o resultado, a empresa binacional reassumiu a liderança mundial no setor.

Meta de 102 GWh

Uma combinação de fatores contribuiu para o bom desempenho, de acordo com a empresa: a afluência regular do Rio Paraná, a alta demanda de eletricidade no Brasil e no Paraguai, a otimização do uso dos recursos naturais e o elevado desempenho dos equipamentos.

Segundo o diretor-técnico executivo de Itaipu, Airton Dipp, a usina deve fechar o ano com produção acima dos 102 milhões de MWh.

“Repetir essa marca é possível, mas superar os 102 milhões de MWh é muito difícil, porque temos uma limitação que são os 14 mil megawatts instalados de potência. Eles limitam a produção a uma faixa nesse nível”, disse. “É claro que tem as condições hidrológicas [de chuvas], que foram favoráveis em 2016, e também a alta demanda [por energia] de Brasil e Paraguai. Este ano foi excepcional e dificilmente vai se repetir”.

Itaipu e Três Gargantas

Segundo projeções de Itaipu, a usina chinesa de Três Gargantas, que fechou novembro com a geração em torno de 83 milhões de MWh, deve ter uma produção total de 90 milhões de MWh em 2016.

Com 22,4 mil megawatts de potência instalada, contra 14 mil MW de Itaipu, a usina chinesa começou a operar a plena carga em 2012.

No entanto, embora com capacidade instalada de equipamentos superior, Três Gargantas só conseguiu produzir mais do que Itaipu em 2014, quando o Brasil enfrentava grande seca e a geração hídrica foi prejudicada.

Desde sua entrada em operação, em maio de 1984, Itaipu já gerou 2,4 bilhões de MWh, o que representa a maior produção de energia acumulada do mundo. Essa energia seria suficiente para suprir o consumo de todo o planeta por 40 dias.

Itaipu responde por 18% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende a 82% do consumo paraguaio de eletricidade.

Precisamos proteger os polinizadores para salvar a agricultura

jan - 10 2017 | no comments | By

Redação do Site Inovação Tecnológica –  05/01/2017

Precisamos proteger os polinizadores para salvar a agricultura

As abelhas (Xylocopa sp.) são essenciais em grande parte das culturas agrícolas – mas elas não contam com nenhuma proteção, por exemplo contra os agrotóxicos.[Imagem: Dino Martins]

Polinizadores

A tecnologia não tem solução para tudo: na verdade, algumas vezes, pode ser necessário dosar a utilização da tecnologia em benefício do próprio homem.

Nesse momento, se esta ferramenta não for utilizada, corremos o risco de perder todos os avanços obtidos nas técnicas agrícolas, que permitiram a ampliação revolucionária da produção no último século e que permitem alimentar (ao menos a maioria) os mais de sete bilhões de habitantes do planeta.

E o que precisa ser feito é garantir o futuro dos insetos polinizadores, como abelhas, moscas e vespas.

Eles estão diminuindo a um ritmo preocupante. E, ao que parece, sobretudo pela ação humana.

Serviços de polinização

Os governos contam com vários meios de ação, entre eles regulamentar e controlar o uso de pesticidas, fomentar a diversificação dos sistemas de agricultura e criar sistemas de monitoramento de longo prazo. Infelizmente, os sinais de que as autoridades estejam de fato fazendo isto ainda são escassos.

Então talvez seja preciso dar mais opções aos governantes.

Em um artigo publicado na revista Science, uma equipe de pesquisadores sugeriu dez maneiras claras pelas quais os governos podem proteger e garantir os “serviços” de polinização vitais para a produção de grãos, frutas, legumes e óleos. No artigo, eles listam confirmações de declínios em grande escala nos polinizadores selvagens em curso no norte da Europa e na América do Norte.

Prioridade: gestão dos agrotóxicos

“Exortamos os governos a analisar nossas propostas políticas e a considerar se eles podem fazer estas mudanças para apoiar e proteger os polinizadores, como parte de um futuro sustentável e saudável para a humanidade.

Precisamos proteger os polinizadores para salvar a agricultura

Uma das propostas é que os agricultores tirem proveito dos “serviços” naturais – das abelhas, por exemplo -, em vez de usar agroquímicos. [Imagem: Dino Martins/Catalina Angel]

“A agricultura desempenha um papel gigantesco. E, embora seja parcialmente responsável pelo declínio dos polinizadores, também pode ser parte da solução. Práticas que amparem os polinizadores, como a gestão dos ambientes para fornecer alimento e abrigo para eles, devem ser fomentadas e apoiadas. Nós também precisamos dar atenção ao financiamento público de pesquisas para melhorar a produtividade de sistemas agrícolas como a agricultura orgânica, que sabidamente ampara os polinizadores.

“A pressão para aumentar os padrões regulatórios internacionais dos pesticidas deve uma prioridade. A Organização Mundial de Saúde e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura têm trabalhado há muitos anos para desenvolver um código de conduta global sobre a gestão de pesticidas, mas ainda há muitos países que não segue esse código. Isto significa que pesticidas inaceitavelmente tóxicos para as abelhas, aves, até mesmo para os humanos, estão em uso generalizado,” resumiu Lynn Dicks, da Universidade de East Anglia e um dos autores do artigo.

Como salvar os polinizadores e a agricultura

As dez políticas sugeridas para proteger os polinizadores, a produção de alimentos e, em última instância, os humanos, são:

  1. Tornar mais rigorosos os padrões regulatórios dos pesticidas.
  2. Promover o manejo integrado de pragas.
  3. Incluir efeitos indiretos e subletais nas avaliações de risco das culturas geneticamente modificadas.
  4. Regulamentar o movimento de polinizadores sob controle humano.
  5. Desenvolver incentivos, como esquemas de seguro, para ajudar os agricultores a tirar proveito dos serviços dos ecossistemas, em vez dos agroquímicos.
  6. Reconhecer a polinização como um insumo agrícola nos serviços de extensão.
  7. Apoiar sistemas agrícolas diversificados.
  8. Conservar e restaurar infraestruturas verdes (uma rede de habitats entre os quais os polinizadores possam se mover) em ambientes agrícolas e urbanos.
  9. Desenvolver o monitoramento a longo prazo dos polinizadores e da polinização.
  10. Financiar pesquisas participativas para melhorar os rendimentos em agricultura orgânica, diversificada e ecologicamente intensificada.

“O mundo está acordando para a importância de proteger esses polinizadores vitais. Esperamos que, indo um passo além e implementando essas oportunidades políticas prioritárias, podemos encorajar os tomadores de decisão a agir antes que seja tarde demais. Três quartos das culturas alimentares do mundo se beneficiam da polinização animal, por isso devemos proteger os polinizadores para salvaguardar o fornecimento de alimentos,” finalizou Simon Potts, da Universidade de Reading, coautor do alerta.

Bibliografia:

Ten policies for pollinators: What governments can do to safeguard pollination services
Lynn V. Dicks, Blandina Viana, Riccardo Bommarco, Berry Brosi, María del Coro Arizmendi, Saul A. Cunningham, Leonardo Galetto, Rosemary Hill, Ariadna V. Lopes, Carmen Pires, Hisatomo Taki, Simon G. Potts
Science
Vol.: 354, Issue 6315 975-976
DOI: 10.1126/science.aai9226

Sucesso! Grupo lança protótipo da primeira missão lunar brasileira

dez - 25 2016 | no comments | By

Este foi o segundo teste da missão Garatéa e teve como objetivo testar os componentes da primeira missão lunar brasileira, que será lançada em 2020. O teste foi feito com balão de grande altitude e levou à estratosfera equipamentos e colônias de microrganismos.

Sonda Gatarea

Sonda Garatéia I, lançada no dia 14 de Maio de 2016.

Batizada de Garatéa II, a sonda é o segundo lançamento feito pelo grupo Zenith, da Escola de Engenharia de São Carlos, SP, e serviu para testar partes das tecnologias que serão empregadas em 2020, quando a sonda Garatéa L for lançada em direção à Lua a bordo de um foguete do tipo PSLV.


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Experimentos
A Garatéa II subiu acoplada a um balão científico e levou uma série de experimentos a um a altitude de até 30 km, onde a pressão atmosférica é um centésimo da encontrada ao nível do mar e a camada de ozônio praticamente já não existe e os raios ultravioletas quase não são mais bloqueados.

“É um ambiente muito parecido com o encontrado na superfície de Marte”, disse o coordenador do projeto, Fabio Rodrigues, coordenador da equipe científica, ligado ao Instituto de Química da Universidade de São Paulo.

O experimento embarcado expôs a condições extremas diversas colônias de microrganismos e moléculas de interesse biológico, na esperança de entender os efeitos sobre a vida e então verificar a viabilidade de atividade biológica em ambientes extraterrestres.

Inédito
O experimento biológico é inédito em todo o mundo e será embarcado na sonda Garatéa-L, que entrará na orbita da Lua em 2010.

Além das colônias de bactérias, a missão Garatéa-L também contará com um experimento que testará os efeitos do inóspito ambiente cislunar sobre o tecido humano e uma câmera que fará observações da região do polo Sul da Lua.

 

7 conselhos para dormir mais rápido

dez - 22 2016 | no comments | By

7 conselhos para dormir mais rápido

Uma ducha antes de deitar pode ser a opção ideal para dormir bem, pois nos ajuda a relaxar e eliminar as tensões acumuladas durante o dia.

Dormir nem sempre é algo fácil. Se você é uma dessas pessoas que têm dificuldade para dormir, não se preocupe.

Compartilharemos esses conselhos que farão com que você durma muito mais rápido. São simples e fáceis de seguir.

Experimente e você verá que farão a diferença desde o primeiro dia.

1. Assegure-se de que nada irá interrompê-lo

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É um conselho bem óbvio que, contudo, não seguimos. Consiste em retirar da área de descanso o celular, o tablet, o notebook, e qualquer dispositivo que possa provocar alguma luz ou som que possa interromper o sono.

Tenha em mente que é muito difícil ter uma boa qualidade do sono quando as notificações vão iluminando a tela de seus dispositivos, e o mesmo é aplicável no caso da televisão.

Se você gosta de dormir enquanto assiste televisão, provavelmente não descansa bem.

Não esqueça de ler: 8 maneiras de proteger os olhos dos danos causados pelos dispositivos eletrônicos

2. Não jante alimentos pesados

Pegar no sono com o estômago cheio é muito mais complicado. Por isso, o melhor será não comer em excesso no jantar.

O mais recomendável é optar por uma comida leve e fugir de alimentos ricos em proteínas, gorduras e farinha, pois não permitirão que você durma bem.

Todo isso fará com que você não descanse, por isso, o melhor será moderar a quantidade que comer no jantar. Trata-se de um truque simples que fará seu organismo se sentir bem e com o qual notará diferenças de maneira rápida.

3. Se não conseguir dormir, levante-se

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Se após 30 minutos na cama você não tiver conseguido pegar no sono, o melhor será levantar e realizar alguma atividade que permita que acabe dormindo, como ler um livro.

Desse modo você poderá relaxar e evitar se desesperar porque não consegue dormir e vê que faltam poucas horas para acordar.

Quando se entra em um estado de ansiedade por não ter sido capaz de pegar no sono depois de um tempo, o melhor que se pode fazer é sair da cama e buscar alternativa.

4. Escute músicas relaxantes

Escutar a melhor música relaxante pode acabar sendo o melhor antídoto. Se para você é muito difícil pegar no sono, busque uma lista de canções do estilo mantras que ajudem a descansar.

Com estas poderosas mensagens você com certeza conseguirá fazer com que sua mente entre em modo pacífico e descanse ao máximo.

Além disso, na internet você poderá encontrar uma infinidade de canções que farão do seu descanso algo muito mais simples de ajustar. Basta dar uma olhada para poder encontrar o que necessita.

Experimente e certamente você notará a diferença.

5. Tome um banho relaxante antes de ir dormir

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Algo tão simples como tomar um banho com água morna antes de deitar fará com que se sinta muito mais relaxado e menos cansado. Algo que também pode ajudar é lavar o rosto com água morna.

É um gesto muito simples que será capaz de fazer com que você se sinta muito relaxado, isso é algo que você notará desde o primeiro momento.

Não hesite e coloque em prática este simples truque porque estamos seguros que funcionará desde o primeiro dia.

6. Fique o mais confortável possível

Ainda que possa parecer algo óbvio, a verdade é que nem todo mundo usa a roupa mais cômoda para dormir.

Esqueça as roupas justas que não deixam você se mover, porque ao sentir incômodo, isso impedirá que você pegue no sono de maneira imediata.

O melhor será usar um pijama folgado e liso. Caso não se incomode em dormir sem roupa, não hesite e aposte nisso.

Use uma roupa cômoda ou nada, mas não opte por roupas apertadas.

7. Crie o clima ideal para dormir

acordar

É preciso ter condições adequadas para poder dormir bem. Se você está em uma casa com excesso de frio ou onde faz muito calor, provavelmente estes fatores o impedirão de ajustar o sono de maneira adequada.

Por isso, o melhor será que você mesmo gere um clima perfeito no lugar de descanso, e assim poderá dormir adequadamente.

Não pinte as paredes do quarto usando cores vivas como o vermelho, o amarelo e o laranja, pois podem gerar ansiedade.

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